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Economia venezuelana lembra quadro de guerra

O colapso econômico da Venezuela, controlada pela ditadura comunista de Nicolás Maduro, supera o fim da União Soviética, sendo difícil pensar em uma tragédia humana dessa magnitude fora de uma guerra civil, de acordo com o professor Kenneth Rogoff, da Universidade Harvard e ex-economista-chefe do Fundo Monetário Nacional.

Diz o Estadão:

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Para encontrar níveis semelhantes de devastação econômica, os economistas do FMI apontaram para países que foram dilacerados pela guerra, como a Líbia, no início desta década, ou o Líbano, na década de 1970. Mas a Venezuela, que já foi o país mais rico da América Latina, não foi abalada por conflitos armados. Em vez disso, dizem os economistas, a má governança, a corrupção e as políticas equivocadas do presidente Nicolás Maduro e seu antecessor, Hugo Chávez, alimentaram a inflação descontrolada, fecharam negócios e derrubaram o país.

À medida que a economia do país despencava, as gangues assumiram o controle de cidades inteiras, os serviços públicos entraram em colapso e o poder de compra da maioria dos venezuelanos foi reduzido a dois quilos de farinha por mês.

Nos mercados, os açougueiros atingidos pelos apagões competem para vender as mercadorias em decomposição ao pôr do sol. Desempregados vasculham as pilhas de lixo em busca de sobras e plásticos recicláveis. Varejistas fazem dezenas de viagens ao banco na esperança de depositar pilhas de notas sem valor devido à hiperinflação.